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Em 1910 o estadista francês Georges Clemenceau declarava tua perplexidade pelos níveis da corrupção em Buenos Aires: “a economia da Argentina só cresce porque de noite os políticos e empresários estão dormindo e não podem assaltar. E enquanto isto, à noite o trigo cresce e a vacas fornicam com luxúria”. Pela imagem acima, Clemenceau nos anos 20, aposentado. O ano, 1616. O protagonista, o capitão Simon de Valdez, tesoureiro da Real Fazenda no vilarejo de Santa Maria del Buen Ayre, futura cidade de Buenos Aires. A atividade extraoficial de Valdez: ser o dono de uma casa ilegal de jogos.


Por esse delito o funcionário público foi detido pelo governador espanhol da época. Mas, foi solto insuficiente depois, recuperando seu cargo de tesoureiro. Levando em conta-se impune, Valdez reabriu sua moradia clandestina de apostas. Contudo, teu retorno teve mais ousadia, pelo motivo de a instalou em uma casa vizinha ao Cabildo, o edifício que albergava a administração colonial espanhola. Um ano depois Valdez decidiu economizar com o aluguel e levou teu ‘business’ para dentro da própria sede do governo.

  • 40 Re: Vandalismo
  • 6° Gerenciamento de Ordens
  • 7- Confiar apenas pela poupança
  • Marketing de esperança
  • Chegar um problema comum que teu público sofre (que você podes consertar)
  • 2 Leões de Prata
  • 7 — Followers para Instagram zoom_out_map

Nos quase 4 séculos que passaram depois de as atividades irregulares de Valdez a corrupção pela Argentina continuou alastrando-se. Em 2002, um ano antes da chegada do casal Kirchner ao poder, a Argentina estava no posto número 70 do ranking de assimilação da corrupção elaborado pela ONG Transparência Internacional. O casal Kirchner, cuja riqueza oficial cresceu 4.567% entre 1995 (data pela qual Nestor Kirchner era governador de Santa Cruz) e 2010 foi indiciado em dezenas de ocasiões nos tribunais.


Todavia, a maioria dos casos de corrupção que protagonizavam foi arquivada. Alguns dos processos, pela província de Santa Cruz, feudo político dos Kirchners, estavam a cargo da promotora federal Natalia Mercado. Coincidentemente, ela é sobrinha direta de Néstor e Cristina Kirchner, filha da ministra da Ação Social, Alicia Kirchner. Manuel Garrido, ex-promotor federal e ex-diretor do Departamento Anticorrupção, falou ao Estado que o recente relatório da Organização pra Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) “questiona a Argentina pela conivência entre o poder e a Justiça no nação. E esse é um dos fatores que explica a impunidade”. Garrido foi diretor da Promotoria de Investigações Administrativas em 2003. Contudo, renunciou poucos meses depois, no momento em que o procurador-geral da República, Esteban Righi, restringiu suas investigações, que começavam a dar pistas sobre isso os primeiros escândalos do governo Kirchner.


Nos últimos dois anos o governo foi confuso pelo desenvolvimento dos escândalos de corrupção protagonizados pelo vice-presidente Amado Boudou, roqueiro nas horas vagas e colecionador de motos Harley Davidson. O vice foi convocado pra inquérito nos tribunais por irregularidades com a gráfica Ciccone, terceirizada pelo governo para imprimir notas de pesos.


O inquérito será no dia 15 de julho, após o fim das distrações que a Copa do Mundo pode suscitar. A circunstância de Boudou, que assim como é suspeito de enriquecimento ilícito, agrava-se a cada dia. Muitos setores do kirchnerismo apontam que o vice, caso seja processado, deveria tomar uma licença do cargo, pra não afetar a imagem do governo. Coincidentemente, Boudou ficou de fora do novo Conselho do Partido Justicialista (Peronista).


Há duas semanas, José Guillermo Capdevilla, uma das testemunhas do caso Ciccone, ex-assessor de Boudou no momento em que esse era ministro da Economia, abandonou a nação às pressas, alegando que foi pressionado de morte. Sempre que isso, o governo conseguiu conduzir a julgamento por suposto mau desempenho de tuas funções o promotor José Luis Campagnoli, que averiguava os nexos entre o casal Kirchner e o empresário Lázaro Báez, processado por suposta lavagem de dinheiro. O julgamento de Campagnoli, famoso por sua honestidade e vida austera, será ao longo dos dias da Copa do Mundo.


Além dos próprios Kirchners, do vice Boudou, os escândalos de corrupção atingem ministros poderosos como Julio De Vido, do Planejamento Federal, centro de uma reabertura de um recurso a respeito enriquecimento ilícito pela semana passada. Muitas pesquisas apontam que os argentinos consideram que a corrupção está enraizada no país entre políticos, empresários, integrante das polícia, entre outros setores. Um levantamento elaborado pela consultoria Raúl G.Aragón & Associados sustentou em abril que 67,3% dos entrevistados acreditam que a corrupção é “inevitável” pela Argentina. A procura também indicou que só 1,4% não acreditam pela vivência de corrupção no governo Kirchner. A imagem sobre isso os líderes da oposição também é negativa (todavia favorecidos por exígua margem), pois que somente 2,5% dos entrevistados acreditam na ausência de corrupção nos grupos contrários à presidente Cristina.

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